Nesse episódio vamos conhecer a Guatemala, meu país preferido da América Central, e também o mais colorido. Estou pronto para conhecer a cultura maia, que é tão fascinante, e também para conhecer a gente da Guatemala, que dizem que é adorável. Depois da nossa incrível viagem à El Salvador, continuamos a rota pela América Central, e estou pronto para conhecer a Guatemala com a Laura e a Gaía. Como sempre quando nos hospedamos em hotel Holiday Inn, no Holiday Inn Cidade Guatemala nos sentimos em casa desde o começo. Os quartos atenderam as necessidades de cada um, com muito o espaço e toda a tranquilidade necessária para começarmos a escrever as nossas crônicas de viagem. Um dos meus lugares preferidos em Cidade Guatemala é essa igreja que você vê aqui. É a única igreja gótica do país e que tem uma história peculiar. O senhor Don Carlos Zurita Castanheda tinha plantações de café em Quelzatenango onde um vulcão em erupção estava jogando cinzas que arruinavam as plantações. Então ele prometeu à Virgem das Angústias que se ela parasse a erupção ele mandaria construir uma igreja em sua homenagem. E aqui está o resultado. Depois de um passeio pela Praça da Revolução, rodeada pelo Palácio Nacional, a Catedral Metropolitana, o Portal do Comércio e a Biblioteca Nacional, nós deixamos a capital em direção à Antigua. Para mim, as comidas mais deliciosas do mundo são as que se atrevem a misturar texturas e sabores. Acabamos de pedir “pepián” que é o cozido tradicional do país que mistura arroz, tamales e molho. É assim que se descobrem novos pratos e se conhece a identidade culinária de um país. Bom apetite! Estamos agora na Igreja e Convento das Mercedes, para mim um dos lugares mais bonitos de Antigua. Uma particularidade dessa igreja é a fonte que você vê abaixo tem 27 metros de diâmetro é a maior da América Central. De todas as cidades coloniais que visitamos nesses dois anos de programa, Antigua é a mais bonita. Não há nada como chegar depois de um dia corrido de viagem, relaxar na piscina do hotel e guardar energias para recomeçar a jornada no dia seguinte bem cedo. Essa haste que está atrás de mim não parece nada, é só um pau alto e careca no meio do mercado. Mas na verdade em 21 de dezembro aqui se realiza uma cerimônia chamada “el palo volador”, parecida com os “Voladores de Papantra” que vimos nos capítulos do México: rapazes sobem no pau com cordas amarradas nos tornozelos para, depois de demonstrar a valentia, ganharem o direito de cortejar as garotas. A Guatemala é um país de muitas cores e uma das coisas mais impactantes para quem chega aqui é a variedade das roupas das mulheres. A primeira vista pode parecer tudo igual, mas quando você presta atenção se dá conta de que há detalhes diferentes, simbolizando as tradições de cada lugar. Por exemplo, nesse colo existem picos que representam Tphil, o deus maia da guerra. Esse outro zigzag no peito representa as montanhas que cercam os povoados e depois há uns pontinhos que são as sementes que os camponeses cultivam. Antes de partir para uma viagem mais longa, tomamos um delicioso café-da-manhã que inclui pratos locais da gastronomia guatemalteca. Pode-se chegar em Tikal a partir de Cidade Guatemala em uma hora de avião ou sete horas de carro. Optamos pela segunda opção. Tikal é um lugar deslumbrante com sua natureza e fauna incríveis e foi aqui que encontramos nosso primeiro templo maia. Viajantes tem muito orgulho de seus passaportes carimbados, é um registro de todos os lugares que visitamos. Mas ainda mais especial que os carimbos de fronteira são os carimbos de lugares como Tikal, ouvenires especiais que provam de que estivemos aqui. Vamos começar a visitar o complexo de Tikal pelo Templo VI, porque são dez da manhã e ainda não está muito cheio. Como as pessoas começam a visitar pelo outro lado, vamos passar de marco em marco sem cruzar com tanta gente. Acompanhe-nos! Estamos no meio do sexto templo, também conhecido como Templo dos Símbolos, porque na parte alta está uma quantidade de hieroglifos. Sabe-se que é uma forma de comunicação, mas seu significado ainda é um mistério. Nosso passeio foi interrompido por um acidente. Filmando um capítulo anterior sofri uma lesão no joelho que aqui em Tikal foi agravada após uma queda. Vamos em frente, mas estou preocupado com não conseguir terminar minha jornada pela América Central. Estamos atrás do segundo tempo mais alto de Tikal, com 57 metros de altura. De longe ele parece uma montanha e de repente se revela essa construção impressionante. Não é possível subir porque é muito escorregadio, mas mesmo aqui a vista é imponente. Escutaram isso? Exatamente, o silêncio total. Os pássaros, o vento nas árvores. São 550 quilômetros quadrados de parque nacional em Tikal e estamos quase que absolutamente sozinhos, sentimos que o universo é nosso. É uma experiência muito especial, quase como se sentir um explorador tipo Indiana Jones. Essa bela vista que temos aqui é a Grande Praça e é o centro cerimonial de Tikal. As escavações arqueológicas começaram em 1956, mas ainda hoje as descobertas continuam. Tikal é considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e não pode faltar na viagem de qualquer pessoa que visite esse país. Hoje o pessoal do Holiday Inn Cidade Guatemala nos convidou para um jantar super especial, porque o chef preparou um buffet excelente de comida guatemalteca. Parece que está delicioso. Mesmo com a perna machucada, sigo com Gaía para a Costa Rica, onde encontraremos Arturo para encerrar nossa aventura centro-americana. Mas saímos com a sensação de que o tempo foi muito curto. Partimos da Guatemala já pensando em voltar para ver tudo que não vimos nesse colorido e envolvente país.